segunda-feira, 18 de junho de 2007

Jornalismo Humanizado, uma alternativa


Você tem orgulho de ser brasileiro? Vou mais além: você tem orgulho da sua cidade? Do seu bairro? se sua resposta é não, não se espante. Você faz parte de mais de 30% dos brasileiros que, quando perguntados se tinham orgulho de sua pátria disseram não.
Pode haver inúmeros motivos para você não ter orgulho de sua região: ou por várias decepções com Governos, ou pela freqüência de más notícias ou quando se compara o Brasil a países de primeiro mundo. Para amenizar esse “problema” bem brasileiro, o Governo federal lançou em 2004 a campanha : “Eu sou brasileiro e não desisto nunca” que teve como foco personagens conhecidos ou não que são exemplos de persistência, criatividade, superação de adversidades e vitória, com o objetivo de ser inspiração para o brasileiro acreditar mais em si próprio.

Por este motivo, eu estou desenvolvendo o meu trabalho de conclusão de curso de jornalismo, intitulado: “Retratos do Vale – nossa gente, nossa terra.” A minha idéia é retratar por meio de reportagens de TV personagens que fazem a diferença com algum exemplo de solidariedade. Como a história de um pedreiro em Lorena, que depois de aposentado, constrói casas para pessoas carentes absolutamente de graça. Agora, pensa comigo, o que faz esse homem ficar todos os dias carregando peso, mexendo com cimento no sol forte sem ganhar nada em vez de curtir sua aposentadoria, ou até lucrar com seus dotes?? É isso que quero descobrir, ou melhor, mostrar para os mais de três milhões de valeparaibanos: bons exemplos.


Solidariedade brasileira

O trabalho vai mostrar iniciativas individuais de brasileiros anônimos que se dedicam a alguma obra social. Pode-se dizer que o brasileiro é solidário, mas ainda faltam gestos concretos. Uma pesquisa realizada pelo Data Folha em 2001
[1] revelou que 41% dos brasileiros se dizem muito dispostos a trabalhar como voluntário.
No entanto, essa vontade ainda não se reflete em ação efetiva: dados do IBOPE
[2] mostram que apenas 10% da população brasileira está, atualmente, envolvida com alguma instituição ou trabalho voluntário. E, pela pesquisa, as pessoas que estão abraçando as causas sociais são mais velhas (44% dos voluntários têm entre 40 anos ou mais) e da classe média (36% são da Classe B).
Dados que demonstram que existe potencial de solidariedade a ser explorado e estimulado. Acredito que esse trabalho possa contribuir para isso.


Jornalismo literário


Não tem coisa pior que um texto formal demais, não é? Por isso eu acredito que a utilização do jornalismo literário é a melhor opção para meu TCC. Esta alternativa me dará mais condições de escrever com liberdade e espontaneidade, já que estarei contando histórias. Vou lançar mão da regra básica para qualquer reportagem de televisão: “imagem e palavras andam juntas”.Para narrar essas histórias para televisão, quero fazer um texto casado com a imagem, relatar o dia-a-dia das pessoas, mostrá-las em ação, em seu ambiente de vida comum, com o máximo de naturalidade possível para que sejam preservadas a autenticidade e originalidade de cada personagem.
Com esse trabalho posso ser rotulada até de sonhadora ou ingênua, mas não vou me cansar de defender um jornalismo que também mostre as coisas boas e que um bom jornalista é aquele que conta histórias, e como posso ainda escolher, decido por apresentar as boas histórias da minha região, embora sejam histórias de gente sofrida, elas conseguiram superar e fazer algo pelo bem comum, por que, na verdade a vida pode ser uma tragédia ou uma dádiva , dependendo de que ângulo olhe para ela: você escolhe. Pense nisso!! Abaixo um vídeo de reflexão sobre os heróis anônimos que nunca aparecem na mídia.











Renata Vasconcelos

12 31862008/81448650
pautas@cancaonova.com
vasconcelos_cn@yahoo.com




quarta-feira, 6 de junho de 2007


Retratos do vale







Renata Vasconcelos
12 31862008/81448650
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